A CASTANHA SUSTENTÁVEL BRASILEIRA DA LABRAFLORA QUE ESTÁ CONQUISTANDO – E CURANDO, O CORAÇÃO DO MUNDO

O Cerrado, também conhecido como savana brasileira, localizado no Planalto Central, é o segundo bioma do país em área, apenas superado pela Floresta Amazônica. Apresenta rica biodiversidade com grande número de espécies vegetais, e os estudos envolvendo estas espécies é de suma importância para divulgar conhecimento sobre as características nutricionais, incentivar o consumo , o manejo sustentável e o cultivo econômico, contribuindo para a preservação deste bioma, desde que haja o aproveitamento industrial alinhado a projetos envolvendo biodiversidade para alimentação e nutrição.

Uma espécie nativa do cerrado que vem se destacando como alimento é o do baru, leguminosa arbórea lenhosa, conhecida até pouco tempo para aproveitamento como madeira e a partir dos estudos em universidades, órgãos de pesquisas e organizações ambientalistas, o conhecimento do valor nutricional e funcional do baru tem chegado à população, valorizando seu potencial tecnológico e econômico.

O baruzeiro apresenta intensa frutificação, cerca de 2.000 a 6.000 frutos por planta, a colheita é realizada entre setembro e outubro, época mais seca da região. Produz frutos com epicarpo fino, de aspecto macio e quebradiço, com mesocarpo espesso, farináceo e de consistência macia constituindo a polpa que envolve um endocarpo lenhoso contendo uma única semente oleaginosa comestível, denominada castanha de baru, sendo esta a parte mais valorizada e comercializada. O baru é consumido pela população local e hoje já é industrializado em pequenas empresas ou cooperativas, com perspectivas de rápido crescimento inclusive para exportação. As castanhas podem ser utilizadas em substituição a outras castanhas em preparações culinárias ou produtos industrializados como paçocas, biscoitos, barras de cereais, bolos, chocolates, aperitivos, molhos, farinhas, óleos entre outros. Existe interesse tecnológico sobre as potencialidades do baru, não só da semente, mas também da polpa e do endocarpo. A semente do baru representa 5% do rendimento do fruto inteiro e a polpa 30%, assim já são fabricados produtos alimentícios da casca e polpa de baru desidratada em forma de chips ou farinha e o endocarpo lenhoso, resíduo da industrialização, pode ser aproveitado para fabricação de carvão ou como forração de jardins.

Baru como super alimento –  seu aspecto nutricional

Os valores nutricionais de frutos do cerrado são informações importantes para aplicação tecnológica, avaliação do consumo e formulação de novos produtos, promovendo o consumo e consequentemente conscientização sobre a preservação de espécies economicamente aproveitáveis.

Como a maioria das oleaginosas, a castanha de baru apresenta quantidades consideráveis de lipídios e proteínas, e em decorrência disso, constituem boas fontes energéticas, porém o seu maior destaque são as vantagens dos compostos funcionais que incluem ácidos graxos poli-insaturados, fibras e fitoquímicos que, além da nutrição básica, trazem benefícios à saúde, à capacidade física e ao estado mental, prevenindo doenças.

A castanha de baru apresenta em média de 26% de proteínas, valor maior do que o amendoim, castanha de caju e castanha do Pará, e fornece todos os aminoácidos essenciais. Além dos aminoácidos essenciais, destaca-se o conteúdo de glutamina da amêndoa de baru, aminoácido responsável pela manutenção do equilíbrio ácido-base, regulação da síntese e degradação proteica, melhora da imunidade, da absorção intestinal, indispensável para recuperação de indivíduos desnutridos, em pós-operatório e utilizado em dietas parenterais. A castanha de baru é uma ótima opção de grupos específicos, como os vegetarianos que precisam ingerir fontes proteicas de origem vegetal de melhor qualidade.

Quanto aos lipídeos a porcentagem é em torno de 38 % , valor abaixo do amendoim e das castanhas de caju e do Pará, sendo importante para dietas hipocalóricas. Outra vantagem nutricional da castanha de baru é que apresenta proporção de ácidos graxos essenciais que contribui para prevenção de doenças cardiovasculares.

Carboidratos

O conteúdo de carboidratos da castanha de baru é em torno de 12%, apresentando baixo índice glicêmico, auxiliando no controle das taxas de glicemia, evitando os picos de insulina e ajudando no controle do peso.

Fibras

Outro destaque da castanha do baru é o alto teor de fibra alimentar, 14%, valor que representa de 2 a 3 vezes o teor do amendoim e das castanhas brasileiras de caju e Pará. As fibras são compostos considerados funcionais por prevenirem doenças cardiovasculares, reduzirem nível de colesterol sanguíneo e o risco de desenvolvimento de alguns tipos de cânceres, principalmente do intestino. A castanha de baru possui alto teor de minerais, possui mais cálcio do que o leite e mais ferro do que a carne.

Uma porção de 100 gramas equivale a 59% da ingestão diária recomendada de ferro, sendo importante para combate à anemia. Também é fonte de potássio, fósforo, magnésio e zinco. É importante ressaltar o alto teor de potássio e a reduzida concentração de sódio o que pode favorecer o controle hidroeletrolítico e da pressão arterial.

O zinco é um mineral que ajuda na imunidade e no controle de diversas doenças e importante para a fertilidade feminina e masculina, 100g de castanha fornecem 47% da quantidade de zinco recomendada por dia. A amêndoa de baru apresenta maiores teores de compostos fenólicos totais comparativamente ao amendoim, avelãs, castanha-do-brasil, castanha de caju, pinhões e macadâmias.

O consumo de alimentos antioxidantes e ricos em fitoquímicos está relacionado à redução do risco de doenças crônicas e degenerativas como doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson e alguns tipos de câncer.

O óleo de Baru

O óleo extraído da castanha é fonte também de potente antioxidante e preventivo na formação de trombos. Os ácidos graxos da família ômega, quando consumidos nas dosagens recomendadas, são importantes na prevenção da hipertensão e na redução do colesterol total e LDL (colesterol ruim), regularizam os níveis de glicose no sangue, reduzem a gordura abdominal e a incidência de câncer, além de ajudarem na cicatrização e na diminuição da queda de cabelo.

Saiba mais: https://www.onews.com.br/politica-e-economia/baru-a-castanha-sustentavel-brasileira-da-labraflora-que-esta-conquistando-e-curando-o-coracao-do-mundo/

Fonte: O.news

Compartilhe nas redes sociais

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on print
Share on email

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *