6 dicas para manter a imunidade durante o distanciamento social

Especialistas listam cuidados importantes e dão e dicas de alimentos para inserir na rotina e “turbinar” o sistema imunológico.
 
A vacina contra a Covid-19 está cada vez mais próxima, mas, enquanto isso, o distanciamento social continua sendo a principal estratégia para evitar a propagação do novo coronavírus. No entanto, a rotina em casa exige o reforço de hábitos mais equilibrados para manter a imunidade alta e ajudar na prevenção de diversas doenças, incluindo do trato respiratório.

O sistema imunológico é a defesa do corpo e combate diretamente os agentes estranhos, em especial os que causam infecções. A manutenção de hábitos saudáveis como a alimentação variada e balanceada, sem grandes restrições e excessos, colabora diretamente com esse sistema de defesa.

Veja, a seguir, seis dicas para manter a imunidade durante a quarentena.

• Elevar o nível de vitamina D
Com a circulação restrita devido ao distanciamento social, naturalmente há menor exposição ao sol, o que contribui para a redução dos níveis de vitamina D no organismo – uma importante aliada para manter a imunidade alta.
Temos a imunidade inata e a adaptativa. A inata é uma resposta natural, rápida, feita por barreiras físicas, químicas e biológicas, mesmo sem contato prévio. Já a resposta adaptativa depende da ativação de células especializadas, os linfócitos. A vitamina D, portanto, estimula o sistema imune inato e modula o sistema adaptativo. Em outras palavras, ela participa do processo de defesa contra diversos agentes infecciosos.
Para elevar o nível de vitamina D no organismo, não deixe de lado a exposição ao sol, por pelo menos 15 minutos por dia, preferencialmente entre 10h e 14h, sem protetor solar. A suplementação pode ser necessária para grupos de risco como idosos, gestantes e pessoas com a pele negra, e deve ser orientada por um médico.

• Apostar na variedade de alimentos
Uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e verduras é essencial para reforçar a defesa do corpo no combate de doenças. Frutas como goiaba, acerola, limão e laranja são alimentos ricos em vitamina C, com ação antioxidante e melhora a resistência do sistema imune.
Além disso, o consumo de alimentos ricos em nutrientes como vitaminas A, C e D, os minerais zinco, selênio, ferro e uma gordura saudável como ômega 3 estão entre os principais fortalecedores do sistema imunológico. Entre os exemplos estão: limão, laranja, abacaxi, kiwi, brócolis, couve, espinafre, feijão, beterraba, grão de bico, aveia, amêndoas e castanhas. E como fonte de ômega 3 os peixes gordurosos de água fria como salmão, atum, sardinha.
– Vegetais verdes escuros: brócolis, couve, espinafre são ricos em ácido fólico e auxiliam na defesa do organismo, podendo ser encontrado no feijão, cogumelos (como o shimeji e o shiitake) e carne de fígado.
– Alimentos ricos em zinco: encontrado na carne, cereais integrais, castanhas, sementes e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico).
– Oleaginosas: além de zinco, as nozes, castanhas e amêndoas também são ricas em vitamina E e selênio, sendo benéficas principalmente para os idosos, que têm diminuição da atividade imunológica por causa da idade.

• Beber mais água e líquidos saudáveis
A hidratação adequada desempenha papel fundamental na regulação da temperatura corporal, transporte de nutrientes e na eliminação de substâncias tóxicas. Ao longo do dia, alterne o consumo de água com suco de frutas, água de coco, bebidas reidratantes e chás. Assim não há necessidade de contar somente com os copos de água para garantir a hidratação.

• Combater o estresse
Diante de uma situação estressante, o corpo libera cortisol, conhecido como “hormônio do estresse” que, em níveis normais, é responsável por reduzir inflamações e manter a pressão arterial em níveis adequados. No entanto, quando o corpo fica em estado de alerta constante, a produção exagerada de cortisol desequilibra o sistema imunológico.
Para combater o estresse é preciso investir em momentos de relaxamento e atividades prazerosas, a fim de aliviar um pouco as emoções causadas pelo momento, como medo e ansiedade. Manter contato com familiares e amigos, mesmo que remoto, também é benéfico e ajuda a distrair e relaxar.

• Não abrir mão de boas noites de sono
Com a quarentena, estabelecer uma rotina pode ser um desafio maior. A privação do sono gera um grande estresse ao organismo e resulta em sobrecarga física e emocional. Segundo a National Sleep Foundation, a orientação para adultos é dormir de 7 a 9 horas por dia. Faça refeições leves, reduza as atividades noturnas, procure relaxar e esquecer os problemas. Para dormir mais rápido e melhor deixe o quarto bem arejado, sem luminosidade e barulho.

• Encaixar a prática de atividade física na rotina
Mexa-se! A prática regular de exercícios físicos traz inúmeros benefícios à saúde e está diretamente relacionada à qualidade de vida. Durante as atividades, a endorfina é liberada – hormônio que aumenta a disposição e melhora a resistência imunológica.

Fonte
Dr. Odair Albano – Médico. Consultor em Saúde
Dra. Rosana Perin – Nutricionista. Gerente de Nutrição do HCor. 

Ômega 3: Para que serve e quais são seus benefícios

Ômega 3 é uma gordura essencial, pois o nosso organismo não produz em quantidade suficiente, sendo necessário o consumo através da alimentação ou suplementação.

O ômega 3, ou também conhecido como “gordura do bem”, é um ácido graxo poli-insaturado que ao ser consumido na quantidade recomendada pode trazer diversos benefícios para o organismo, principalmente relacionados a saúde cardiovascular.
Trata-se de uma gordura essencial, pois o nosso organismo não consegue produzir em quantidade suficiente, sendo necessário o consumo exógeno, ou seja, através da alimentação ou da suplementação. Existem 2 tipos de gorduras, as insaturadas (1 ou mais ligações duplas entre dois átomos de carbono na sua composição química) e as saturadas (não há ligação dupla entre dois átomos de carbono). Entre os insaturados existe os monoinsaturados (1 dupla ligação) e os poli-insaturados (2 ou mais duplas ligações, que é o caso do ômega 3).

Existem 3  tipos de ômega 3: eicosapentaenoico (EPA) e ácido graxo docosahexaenoice (DHA), que tem origem marinha, e alfa-linolênico (ALA) com origem vegetal.

Os benefícios do ômega 3 estão relacionados principalmente ao EPA e ao DHA, porém o ALA pode se transformar neles, apresentando também efeito benéfico.

Composição química
A primeira dupla ligação no ômega 3 está presente entre o carbono 3-4, dando assim origem ao nome.

Benefícios do ÔMEGA 3
São precursores de eicosanoides e outros mediadores anti- inflamatórios, apresentando possíveis benefícios para doenças relacionadas à inflamação, principalmente as cardiovasculares.

Saúde cardiovascular
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, sendo cerca de 31% em 2015, conforme OPAS Brasil/OMS. A maioria dessas doenças pode ser prevenida por meio de parar de fumar, redução do peso em indivíduos obesos, atividade física, redução do consumo de álcool e dietas saudáveis (inclusive o consumo de ômega 3).
O ômega 3 regula a atividade das plaquetas sanguíneas, responsável pela coagulação sanguínea (efeito antitrombótico), evitando a formação de coágulos que podem levar a um AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou infarto.

Alguns estudos indicam que a suplementação com 2-4 g de EPA/DHA ao dia pode diminuir os níveis de triglicérides (TG) em até 25-30% e aumentar de HDL (colesterol bom), sendo um coadjuvante no tratamento para indivíduos com descontrole nos valores de TG e colesterol.

Além disso, pode também reduzir a pressão arterial, podendo auxiliar na diminuição da dosagem dos medicamentos para hipertensão. Acontece porque o ômega 3 ajuda a evitar a formação de placas de gordura nas paredes dos vasos (ajuda a controlar os níveis de TG e colesterol) e flexibilidade das veias e artérias.

Diabetes mellitus
Ainda não existe um consenso entre o consumo de ômega 3 e diabetes mellitus, houve estudos que mostraram que o maior consumo de ômega 3 pode estar associado a maior risco do desenvolvimento de diabetes. Mas na maior dos estudos mostrou que concentrações de EPA/DHA maiores no sangue podem estar associadas a menor risco de diabetes.

Obesidade
A obesidade é uma doença crônica multifatorial caracterizada pelo excesso de gordura corporal que normalmente está associada com outras doenças crônicas, como a diabetes e doenças cardiovasculares.
É também reconhecida como uma condição inflamatória crônica de baixo grau, devido à principalmente no tecido adiposo de indivíduos obesos ocorrer aumento da capacidade de síntese de moléculas com ação pró-inflamatória, conhecidas como adipocitocinas, como por exemplo: enzima óxido nítrico sintase induzível (iNOS), proteína C reativa, TNF-α, interleucina-6 (IL-6), leptina, entre outros.
Devido a ação anti-inflamatória do ômega 3 pode auxiliar no combate da obesidade, principalmente na prevenção de complicações decorrentes da obesidade e da inflamação crônica.

Visão
A destruição natural da mácula, parte da retina que é responsável pela visão central (visão de detalhes), pode ser prevenida pelo ômega 3. Essa destruição pode causar diminuição ou distorção da visão, que pode ser gerada pela idade ou diabetes mellitus.

Cérebro
Age na formação da bainha de mielina, um componente dos neurônios, ajudando na comunicação entre as células do cérebro e por ter efeito vasodilatador aumenta a quantidade de oxigênio e nutrientes. Podendo assim diminuir o risco de demência no envelhecimento.

Depressão
O ômega 3 pode ajudar a aumentar a produção de neurotransmissores, como a serotonina, dopamina e noradrenalina, que estão associados ao bem-estar, podendo assim diminuir os riscos de depressão, principalmente no pós-parto.

Gestação e infância
É importante o consumo de ômega 3 durante a gestação porque permite gestações mais longas, diminui a resistência à insulina, risco de diabetes gestacional e também de depressão pós-parto.

A cada 10 bebês nascidos 1 é prematuro, e cerca de 1 milhão morrem devido a complicações da prematuridade, por isso, ajudar a ter gestações mais longas, ou seja, até o período correto para o nascimento, é de extrema importância para a saúde da criança. Estudos indicam que a suplementação do DHA de 600 mg/dia aumenta em 2,87 dias o período gestacional e o peso do recém-nascido em 172 gramas, pode parecer pouco, mas para o bebê antes do nascimento qualquer dia ou peso a mais pode estar associado a sua sobrevida.

Já para o bebê ajuda na melhora da acuidade visual, percepção de cores, possibilidade de aumento do coeficiente de inteligência, aprendizagem e de memorização, e também pode diminuir incidência de déficit de atenção.

Os níveis de DHA no leite materno explicam mais de 20% na variância de rendimento em uma prova cognitiva, porém sua concentração é influenciada pelo consumo de fontes de ômega 3 pela mãe, mostrando a importância do consumo alimentar das mães durante a amamentação.  

Emagrece? Engorda?
O ômega 3 por si só não tem efeito de emagrecer, porém aliado a uma alimentação saudável e atividade física regular pode trazer benefícios para a saúde do organismo e ajudar no emagrecimento. Isso acontece devido ao efeito anti-inflamatório do ômega 3.
Apesar de se tratar de uma gordura em quantidades dentro do recomendado a suplementação não está associada ao aumento de peso.

Fontes alimentares
As principais fontes de ômega 3 ALA são óleos vegetais (soja, canola, linhaça), nozes, sementes de chia e linhaça. E do DHA e EPA são os peixes de água fria (pescados, atum, sardinha, salmão e arenque). Os peixes de água fria têm tendência de acumular maior quantidade de gordura monoinsaturada e poli-insaturada, principalmente o ômega 3.

A quantidade de DHA e EPA nos peixes pode variar de acordo com a alimentação e a região onde esses peixes estão localizados.

Entretanto, para que tenha a preservação do ômega 3 nas preparações quentes, é necessário que o modo de preparo seja cozido, refogado, grelhado ou assado, mas nunca frito.

Diferença de ômega 3, 6 e 9
A diferença na composição química do ômega 3, 6 e 9 está na primeira dupla ligação entre os carbonos. No ômega 3 a dupla ligação está presente entre os carbonos 3 e 4, no ômega 6 (alfa-linoleico) entre carbonos 6 e 7 e no ômega 9 (ácido oleico) entre os carbonos 9 e 10. Além disso, ômega 3 e 6 são poli-insaturados (2 ou mais duplas ligações), e o ômega 9 é monoinsaturado (1 dupla ligação).

O ômega 6 tem ação de promover a inflamação, melhorar a cicatrização e minimizar a queda de cabelo. Está presente em óleos vegetais como canola, soja, algodão e milho.
O ômega 9 tem ação anti-inflamatória, assim como o ômega 3. Está presente em azeite de oliva extravirgem, azeitonas, abacate e gergelim.

Equilíbrio entre ômega 3 e 6
É necessário que aconteça um equilíbrio entre o consumo de ômega 3 e 6, agindo assim para um efeito metabólico protetor ao organismo. Isso acontece porque o ômega tem ação de suprimir a inflação e o ômega 6 de promover a inflamação.

Em alguns casos promover a inflamação é benéfico para o organismo, porque ativa os glóbulos brancos do sangue, auxiliando no combate as infecções atacando as bactérias e vírus que invadem o organismo.  

Por volta de 1990 devido às evoluções da agricultura e indústria houve um aumento do consumo de cereais, óleos e grãos ricos em ômega 6, e uma diminuição no consumo de ômega 3. A relação de ômega 6/ômega 3 que anteriormente era em torno de 1:1 ou 2:1, está atualmente em cerca de 15:1 ou até 40:1 o que pode gerar doenças cardiovasculares. Ainda não existe um consenso da relação ideal, porém existem estudos que mostram associação positiva em 4:1.

Recomendação
Ainda não existe consenso da recomendação diária de ômega 3, mas a FAO (Organização das Nações Unidades para a Alimentação e Agricultura) recomenda a ingestão de 200 g de peixe por semana, o equivalente a 250 mg de EPA e DHA, correspondendo a duas refeições com peixe por semana.

Para as gestantes e lactantes (mulheres amamentando) a recomendação de DHA é de 200 mg/dia e DHA + EPA de 300 mg/dia. Já para as crianças, a recomendação é bastante variável de acordo com a faixa etária.

SUPLEMENTAÇÃO
Os suplementos são indicados quando o indivíduo não consegue atingir a recomendação diária do consumo através da alimentação. Não precisa de prescrição médica para a sua compra, podendo ser encontrada facilmente, principalmente nas farmácias e lojas de suplementos, porém é aconselhável que a suplementação seja indicada e acompanhada por um médico ou nutricionista.

Podem ser classificados de acordo com a sua origem, podendo ser de origem animal ou vegetal, e também em relação a sua apresentação. A maioria dos suplementos são feitos à base de óleo de peixe, devido a fornecer maior quantidade de ômega 3, porém nem todos os públicos podem consumir (vegetarianos, veganos e alérgicos a frutos do mar), para isso existe os suplementos de origem vegetal.

Esses suplementos de origem vegetal podem ser feitos de algas marinhas e óleos de sementes, como chia e linhaça. Apresentam maiores quantidades de ALA, que são transformadas em EPA e DHA, porém é menos aproveitado para o nosso organismo, devido a isso a recomendação de ingestão deve ser maior.

Formas de compra
A suplementação pode ser encontrada na forma de cápsula, líquido, mastigável e em pó.
Normalmente a forma líquida, mastigável e em pó são indicadas para crianças e idosos, que tem dificuldade na ingestão da cápsula (fórmula mais facilmente encontrada).

A quantidade de consumo para atingir a recomendação diária depende da origem, forma de apresentação, concentração de cada marca e também a quantidade ingerida através da alimentação de fontes de ômega 3, sendo importante a leitura do rótulo presente no produto.

Ômega 3 em Cápsula
É o tipo de suplementação mais fácil de ser encontrada e consumida, devido a não sentir sabor no momento do consumo, porém é contraindicada para bebês, crianças ou indivíduos com dificuldade de deglutição de cápsulas.

Normalmente são encontrados com 60, 120, 180, 240 ou 360 cápsulas, com concentração de EPA e DHA de 783 mg/494 mg ou 500 mg/400 mg, porém variam de acordo com a marca.

Líquido
A versão líquida pode ser um facilitador para indivíduos que têm dificuldade em utilizar as cápsulas pelo tamanho e dificuldade de engolir, e alguns apresentam sabores para camuflar o gosto de peixe. Sendo indicado principalmente para bebês (principalmente a versão em gotas), crianças e idosos.  

No seu consumo deve ficar atento aos aditivos adicionados, pois muitas vezes podem trazer malefícios ao organismo no seu consumo em longo prazo.

Mastigável
As balas mastigáveis podem conter gelatina ou pectina, aromas naturais ou artificiais, xarope de milho, açúcar, água. Apesar de possuir açúcar a quantidade normalmente é baixa, não trazendo risco para o descontrole da glicemia.

Tem a mesma indicação da suplementação líquida, sendo indicada para crianças e idosos que tem dificuldade com o consumo da cápsula, porém não é recomendada para crianças menores de 2 anos devido a risco de asfixia. Acaba tendo melhor aceitação nas crianças, em relação a sua forma líquida, devido ao sabor e textura, lembrando bastante a uma guloseima.

Como no consumo do complemento líquido deve ficar atento aos aditivos, que podem trazer malefícios no consumo em longo prazo.

Em pó
É a forma mais difícil de ser encontrada, normalmente apenas feita em suplementos manipulados. Foi desenvolvido devido à tecnologia de microescapsulação, que ajuda a prevenir a oxidação da gordura, preservando assim a ação do ômega 3.  

Qual o melhor horário para o consumo do suplemento?
O horário para o consumo do suplemento deve considerar a rotina e preferência de cada indivíduo. Normalmente para evitar efeitos colaterais indesejados a melhor alternativa é consumir junto com as refeições, como o hálito forte de peixe após o consumo.

É recomendado não consumir o suplemento junto com medicamentos, pois a ação de alguns medicamentos pode ser influenciada pela ação de alimentos/suplementos, inibindo ou potencializando o seu efeito.

O que saber na hora de comprar Ômega 3
É importante no momento da compra prestar atenção na marca, pois o ômega 3 pode estar contaminado por mercúrio e outros metais pesados, devendo ser dado preferência por marcas que realizam matéria-prima pura. Para saber sobre a pureza, as empresas devem disponibilizar o laudo técnico da matéria-prima aos consumidores, mas também existe certificações internacionais (por exemplo IFOS e Intertek), que estão indicados no rótulo.

Os suplementos não são feitos 100% de ômega 3, podem ter outras vitaminas, minerais e gorduras associados. A maioria dos suplementos é feita de óleo de peixe, que possui ômega 3 na sua composição, mas também apresenta gordura saturada e colesterol. Devendo prestar atenção no rótulo, principalmente na quantidade de EPA e DHA.    

É aconselhável preferir suplementos com maiores concentrações de EPA e DHA, pois será necessária uma menor quantidade de suplemento para atingir a recomendação diária, principalmente se a forma de escolha for à cápsula. Isso pode ser verificado somando a quantidade de EPA e DHA compara com o peso da dose recomendada no rótulo. Normalmente as concentrações variam entre 15-60%.

No momento da compra é importante verificar a relação do preço com a quantidade de suplementação para atingir a recomendação diária, porque nem sempre o suplemento mais barato por embalagem terá o valor mais barato por porção.

O ômega 3 na suplementação na forma de capsulas normalmente está associado a vitamina E, devendo prestar atenção na quantidade dessa vitamina, pois o seu excesso pode ser prejudicial para o organismo.

Associação de ômega 3 e vitamina E
A associação do ômega 3 e da vitamina E nos suplementos acontecem para prevenir oxidação do ômega 3, devido à ação dos radicais livres, substâncias que podem ser prejudiciais ao organismo e que são produzidas a todo o momento, perdendo assim as suas ações benéficas.

A vitamina E (tocoferol) é um micronutriente solúvel em gordura (lipossolúveis) com ação antioxidante, ajudando a combater os radicais livres, substâncias prejudiciais à saúde, que são geradas a todo o momento.

As vitaminas lipossolúveis, diferente das vitaminas hidrossolúveis (solúveis em água), são armazenadas no organismo, sendo no tecido adiposo e no fígado. Devido ao seu armazenamento não precisa do consumo diário, ou o consumo diário é baixo, sendo a recomendação diária em adultos de 10 mg/dia.

As fontes alimentares da vitamina E são alimentos com maior densidade de calorias, como óleos vegetais, nozes, sementes, vegetais e gérmen de trigo.

Devido ao armazenamento das vitaminas lipossolúveis o seu excesso pode ser prejudicam para o organismo, como o caso da vitamina E pode gerar distúrbios metabólicos, como sangramento (podendo ser cerebral, o que causa derrame, principalmente em indivíduos que consomem medicamentos anticoagulantes), fraqueza muscular, cansaço, náuseas e diarreia.

Por isso, no momento do consumo do suplemento de ômega 3 com adição de vitamina E precisa ter atenção na quantidade da vitamina E, principalmente em relação a porcentagem condizente a recomendação diária. Lembrando que a suplementação de qualquer nutriente é indicada apenas quando a ingestão oral é insuficiente.

Contra indicação
É contra indicado para indivíduos que possuem alergia a peixe, devido à maioria das suplementações ser de óleo de peixe concentrado, porém existem os suplementos feitos de origem vegetal. Em gestantes e indivíduos com prótese cardíaca só podem consumir em acompanhamento médico ou nutricional para que não traga malefícios ao organismo.

Pode ser também contra indicado para indivíduos com doenças relacionadas à coagulação sanguínea, como os portadores de hemofilia, devido a possível risco de hemorragia, porém ainda é algo controverso, devendo ser conversado com o seu médico ou nutricionista.

Efeitos colaterais da suplementação
Os efeitos colaterais mais relatados estão associados ao trato gastrointestinal (sensações no estômago e intestino), como arroto, mau hálito, azia, náusea e fezes amolecidas. Para reduzir os efeitos colaterais existem algumas alternativas: congelar, consumir durante as refeições, modificar o horário da ingestão ou mudar a formulação.

Além disso, pode também apresentar a erupção cutânea e hemorragia nasal, com menor frequência. Já uma dose maior que 4 g/dia de óleo de peixe pode causar palpitação, perturbação ou dor estomacal, desconforto no peito e inchaço.

Qualquer efeito colateral deve ser suspendido à suplementação e avisar ao médico ou nutricionista para que seja possível verificar a melhor alternativa do horário da ingestão ou alteração da dosagem com a finalidade de minimizar os efeitos colaterais.

Excesso de ômega 3
Os efeitos colaterais relacionados ao excesso do consumo do ômega 3 normalmente está relacionado ao excesso de suplementação, dificilmente acontece por consumo através da alimentação

Alguns estudos mostraram uma relação em homens do consumo excessivo de ômega 3 com câncer de próstata, porém a quantidade do consumo que seria considerado excessivo ainda não é bem discutida na literatura.

Faz mal para o fígado?
O consumo do suplemento dentro das recomendações diárias não traz malefícios para fígado, podendo até ter efeito benéfico no tratamento da gordura do fígado, isso é devido ao efeito de prevenir inflamação, mas a indicação deve ser analisada por um médico ou nutricionista.

Fonte
Dra. Caroline Leite Constantino – Nutricionista Clínica – UTI na IBCC oncologia. Graduada em Nutrição e pós graduada em Nutrição Clínica pelo Centro Universitário São Camilo

Consumo de nozes e amendoim minimizando o risco de câncer e sua mortalidade

Na revista Advances in Nutrition, um estudo recente teve como objetivo revisar e analisar pesquisas atuais sobre a associação entre o consumo de nozes e amendoim com o risco de câncer e sua mortalidade. Os autores usaram uma abordagem de meta-análise para reunir e examinar a literatura atual. Além disso, eles descobriram que nenhuma meta-análise anterior usou a associação dose-resposta para o risco de cânceres específicos, bem como as associações entre tipos específicos de nozes e mortalidade por câncer.

Usando um banco de dados online, eles encontraram um total de 43 artigos sobre câncer e 9 artigos sobre mortalidade por câncer. Depois de examinar os artigos identificados, eles descobriram que o tamanho do efeito de resumo (ES) para risco de câncer e o ES para a ingestão de nozes era significativamente inverso. Além disso, olhando mais de perto a análise de dose-resposta, eles concluíram que um aumento de 5 gramas por dia no consumo total de nozes estava associado a riscos 3%, 6% e 25% mais baixos de cânceres de cólon, pancreáticos e gerais. Com relação à mortalidade por câncer, eles encontraram 13%, 18% e 8% de redução de risco com níveis mais altos de consumo total de nozes, nozes e amendoim. Além disso, o aumento de 5 gramas por dia no consumo total de nozes também foi associado a uma redução de 4% no risco de mortalidade por câncer.

FORBES: 73% dos executivos da indústria alimentícia acreditam que alimentação saudável será tendência em 2021

alimentação é parte importante da vida dos brasileiros. Segundo dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares publicada pelo IBGE entre 2017 e 2018, os gastos com alimentação aparecem em terceiro lugar –o que corresponde a 17,5%– na lista de despesas da população, estando atrás apenas dos gastos com habitação e transporte.

Ingredientes tidos como mais saudáveis já são tendência há algum tempo e agora uma outra pesquisa vem corroborar o dado. Um estudo realizado pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), apoiado pela DuPont Nutrition & Biosciences e com participação de outras 60 empresas da indústria alimentícia, com executivos do setor mostrou que 73% dos consultados acreditam que os produtos de linhas saudáveis serão os principais impulsionadores dos negócios no país nos próximos meses.

alimentação é parte importante da vida dos brasileiros. Segundo dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares publicada pelo IBGE entre 2017 e 2018, os gastos com alimentação aparecem em terceiro lugar –o que corresponde a 17,5%– na lista de despesas da população, estando atrás apenas dos gastos com habitação e transporte.

Ingredientes tidos como mais saudáveis já são tendência há algum tempo e agora uma outra pesquisa vem corroborar o dado. Um estudo realizado pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), apoiado pela DuPont Nutrition & Biosciences e com participação de outras 60 empresas da indústria alimentícia, com executivos do setor mostrou que 73% dos consultados acreditam que os produtos de linhas saudáveis serão os principais impulsionadores dos negócios no país nos próximos meses.

A segunda tendência mais mencionada na pesquisa foi os serviços de delivery e food service no geral. Essa categoria foi alavancada pela pandemia de Covid-19 e pelo aumento de pessoas fazendo home office. E, embora possa parecer contraditória a busca por um estilo mais saudável e o aumento das compras de comidas prontas, Karacristo relembra que hoje em dia existem deliveries dos mais variados tipos de alimentos. Além disso, as próprias redes de fast food estão investindo em opções mais saudáveis e naturais.

A rede Arcos Dorados, controladora do McDonald’s no Brasil, concluiu ano passado o processo de substituição de corantes e aromatizantes artificiais de alguns dos principais ingredientes dos produtos vendidos. “Nos últimos 10 anos, trabalhamos para reduzir calorias, sódio e açúcar de diversos itens. Agora já somamos 14 ingredientes que não possuem mais corantes e/ou aromatizantes artificiais”, afirma Paulo Camargo, CEO da divisão Brasil da rede.

Sustentabilidade, tecnologia e sabor

Comer bem significa também escolher alimentos que provenham de cadeias de produção e distribuição alinhadas com pautas ESG. Uma das grandes preocupações da indústria alimentícia é desenvolver tecnologias que produzam alimentos com menores teores de gorduras, sódio e calorias, mas que ainda mantenham o sabor e a textura que o consumidor final espera. A pesquisa da Amcham mostra que 41% dos executivos participantes acreditam que em 2021 as marcas estarão mais envolvidas em pautas de responsabilidade coletiva.

Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil, pontua que as novas regras de rotulagem que devem entrar em vigor a partir de 2022 vieram para alavancar esse processo. As novas políticas foram resultado de extensas pesquisas, consultas públicas e o trabalho conjunto de órgãos reguladores, associações da indústria e consumidores. Karacristo diz que essa é uma mudança que irá forçar a indústria a seguir uma linha mais saudável, o que vai exigir que o setor invista em pesquisa e novas tecnologias que não impactem no valor final dos alimentos que chegam às prateleiras dos supermercados.

Segundo Camargo, a Arcos Dorados investe em diversas estratégias que visam promover um futuro mais sustentável, como diminuição do uso de plásticos nos restaurantes, implementação de projetos de eficiência energética e parceria com cooperativas para reaproveitamento de óleo vegetal como biodiesel. “Nossos fornecedores devem seguir padrões de qualidade e segurança alimentar, observando as boas práticas trabalhistas, direitos humanos, bem-estar animal e gestão ambiental”, completa o executivo.

Outra preocupação dos consumidores é relacionada ao consumo de carne. Nesse sentido, os produtos à base de vegetais são grandes aliados na busca por uma produção mais sustentável, já que 95% dos consultados acreditam que esses esforços trarão impactos reais em 2021. Segundo dados da pesquisa “Soy Protein: Impacts, Production and Applications” (Proteína de Soja: Impactos, Produção e Aplicação em português), a produção de proteína de soja utiliza 42 vezes menos água do que a proteína animal. Do ponto de vista do consumidor, isso significa que deixar de consumir carne uma vez por semana emite 123 kg a menos de CO2 em um ano.

Deborah afirma que o Brasil tem papel importante nessas transformações por ser um país mundialmente reconhecido pela capacidade tecnológica e protocolos de segurança. Esses recursos abrem espaço para cooperações estratégicas que promovem comércio internacional, segurança alimentar e sustentabilidade.

Fonte: Forbes