O primeiro semestre concentra decisões fundamentais para a indústria de nozes, castanhas e frutas secas. É nesse período que as empresas analisam o cenário econômico, organizam contratos, definem volumes e estruturam o planejamento que orienta custos, abastecimento e competitividade ao longo do ano. A variação cambial, os custos logísticos e os prazos de importação seguem no centro dessa análise, exigindo uma atuação cada vez mais estratégica do setor.
Segundo Claiton Wallauer, presidente da ABNC, o planejamento antecipado é um diferencial importante para a indústria. “O início do ano é quando a cadeia se organiza, ajusta contratos e constrói uma visão mais clara do mercado. Esse movimento reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as operações”, afirma.

A taxa de câmbio continua sendo um fator relevante para um setor conectado ao mercado internacional, mas a indústria tem lidado com essa variável com maior maturidade. Negociações antecipadas, contratos estruturados e mecanismos de proteção cambial contribuem para maior estabilidade na formação de preços. “Hoje o setor está mais preparado para conviver com a volatilidade do câmbio, olhando não só o custo imediato, mas a segurança de abastecimento ao longo do ano”, avalia Wallauer.
Os custos logísticos também influenciam as decisões no primeiro semestre, estimulando investimentos em eficiência, diversificação de fornecedores e melhor gestão de prazos e seguros. Para o presidente da ABNC, a logística passou a ocupar um papel estratégico. “Uma operação logística bem planejada aumenta a competitividade da indústria e garante regularidade no fornecimento”, destaca.
O acompanhamento do cenário internacional completa esse processo de organização. Mudanças na demanda global e nos fluxos de comércio exigem atenção constante, mas também abrem espaço para decisões mais assertivas. “A indústria brasileira de nuts está cada vez mais integrada ao mercado global, e essa leitura antecipada permite mais capacidade de adaptação”, conclui Wallauer.
Com planejamento, organização e leitura estratégica do mercado, o primeiro semestre se consolida como um período de fortalecimento da indústria de nuts, criando bases sólidas para um ano mais previsível, competitivo e sustentável.